Cirurgia plástica, uma opção estética também para homens

Substantivo feminino que até pouco tempo designava exclusivamente uma intervenção cirúrgica praticamente destinada a mulheres e celebridades que queiram se tornar mais atraentes, a plástica hoje é uma realidade masculina. Ainda disputado com menor intensidade as agendas dos cirurgiões plásticos, os homens, no entanto, depois de se aventurar na cozinha e trocar o barbeiro pelos cabeleleiros, resolveram se beneficiar dos efeitos dos bisturis. Segundo o cirurgião plástico Paulo Keiki Matsudo, de São Caetano, o movimento no sentido do embelezamento masculino reflete a diminuição do preconceito que ronda a vaidade.

“Apesar de ainda relutante, o homem latindo está aos poucos perdendo o machismo. Na verdade o mais difícil não é ele fazer a plástica, mas sim chegar ao consultório. Depois tudo bem” – comenta o cirurgião plástico. Com freqüência usado de subterfúgios do tipo “o oftalmologista acha que as minhas pálpebras estão dificultando minha visão”, os homens buscam uma cirurgia discreta da qual, se possível, só ele e o cirurgião possam saber.

Grupos

“Existem pacientes que chegam a pedir um lugar alternativoà sala de espera para aguardar a consulta. Temos casos até de homens que escondem das mulheres a visita médica” – destaca Matsudo. Dúvidas em dois grandes grupos, dos homens que buscam uma forma de consertar algumas irregularidades traumatisantes, como orelhas de abano, e os que desejam recuperar uma dosa de jovialidade cuja faixa etária mais representativa vai dos 32 anos ao 52 anos, as plásticas não são indicadas para quem tenta reaver, depois delas, um amor ou mesmo impulsionar a carreira profissional.

“É muito perigoso, pois, no caso amoroso, a plástica pode dar o tempo que passou, mas jamais o amor que se acabou” – enfatiza Matsudo.

“Isso não quer dizer que por uma coincidência depois da operação o homem não possa arrumar uma nova namorada” – acrescenta. De acordo com Matsudo, as pessoas do sexo masculino, depois da plástica, tendem a recuperar a autoconfiança que estava perdida. Para quem ainda busca o trabalho de um profissional sério Matsudo antecipa que é bom que esteja preparado para ter seus planos alterados caso eles já estejam traçados. Apesar de afirmar que cada caso merece um estudo, Matsudo divulga que, em geral, narizes finos não ornam com rostos redondos, assim como rostos longos não tendem a ser compatíveis (esteticamente) com narizes mais curtos.

Aspectos

“Basicamente, existem três aspectos importantes a ser considerados nas plásticas: o que o paciente quer, o que fica bem e o que o médico pode fazer” – ressalta. É comum, segundo o cirurgião de São Bernardo que depois de uma consulta, onde além do exame clínico é dado espaço que a ele exponha suas queixas e expectativas, o cirurgião levante a possibilidade de se operar outra área que mereça mais atenção.

“De qualquer forma, trabalhamos sempre com a realidade de que cada um acha de seu problema é mais terrível, traumatizante, apesar de muitas vezes o problema ser só visto pelo paciente”.

Na busca ainda da discrição, mas também da efetiva melhorada aparência facial, os candidatos à plástica devem ficar atentos para escolher profissionais competentes que tenham a sensibilidade de não alterar suas feições. Um bom exemplo é o de querer diminuir demais o nariz de um descendente de povo árabe, ou afinar demais o nariz de um negro. Em vários casos, vale a pena deixar algumas marcas de expressão.

Fonte: Dr. Paulo Keiki